Por Karla Caetano
Quantas vezes paramos para pensar na ação embutida na palavras que mais usamos.
Não trata-se de pergunta, mas de reflexão, na ação de refletir antes de agir.
Quantas outras vezes na desculpa de defender ao oprimido, oprimimos.
Quantas vezes uma única informação é suficiente para julgar toda a vida do julgado.
Não se trata de curar, mas de diagnosticar.
O preto, o branco
O pardo, o vermelho
O amarelo, o arco-íris
Porque importa tanto num mundo tão mestiço.
As necessidades fisiológicas, as mesmas, sempre.
Os desejos e vontades, quase sempre.
A história de cada um, guardadas algumas semelhanças, única.
Pontos de vista multidimensionais. Depende de quem vê.
Comer, beber, dormir, amar, necessidades universais de todo ser.
Espaço para estar protegidos, acolhidos, reconhecidos, necessidades de todos que não são.
Espaço para privacidades, estar só consigo, necessidades de todos que não tem.
No entanto, fadiga e enfado para os que os têm de sobra.
Oração, esperança, fé... sem obras, são nada.
Preservação, conscientização, sem mudança de comportamento, são vã perca de tempo.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019
terça-feira, 13 de agosto de 2019
O Biofiltro do Sisteminha - Parte submersa no sedimentador - Parte 2
Nesta parte, mostraremos a parte do biofiltro que fica submersa no sedimentador. Na parte 1, mostramos a confecção da medusa flutuante (que faz a filtragem biológica) e que abriga nos fios de nylon, dois tipos de bactérias chamadas nitrozomonas e nitrobacter que são responsáveis por capturar a amônia e transforma-la em nitritos e nitratos que não são tóxicos aos peixes e ainda são uma forma de nitrogênio mais disponível para as plantas irrigadas com a água do tanque em sistema de escalonamento ou aquaponia.
O sedimentador, a medusa e as bombinhas são seus pulmões e sistema digestivo. Isto mesmo, sistema digestivo.
O modelo utilizado pela Embrapa está aqui. No nosso projeto as adaptações foram:
1- A água vai por gravidade para o sedimentador através de um cano no centro do tanque que tem fundo afunilado;
2- O sedimentador foi feito de placas de concreto;
3- A peneira de cordas do sedimentador ocupa todo o seu diâmetro interno.
Nas nossas adaptações para o sedimentador usamos os seguintes materiais:
Parte submersa:
1kg de corda de nylom
01 furadeira
01 tampa de tambor plástico de 200L
Nossos endereços:
Instagran: https://www.instagram.com/caetano.karla/
domingo, 11 de agosto de 2019
O Biofiltro do Sisteminha - Construindo o sistema de recirculação da água - Parte 1
A criação de peixes no Sisteminha Embrapa é fundamental para o seu sucesso. Esta criação só é possível se utilizado o sistema de recirculação da água. Vamos mostrar o passo a passo da montagem desse conjunto de recirculação para um tanque de pelo menos 8.000L com capacidade suporte de 30kg de tilápias. O biofiltro tem este nome por que é o ambiente ideal para o desenvolvimento das bactérias que fazem a conversão da amônia (tóxica) por nitritos e nitratos, em níveis atóxicos aos peixes e ideais para as plantas e cultivos. Embora se trate de uma tecnologia social acessível e simples o Sisteminha foi premiado em Cordoba (Espanha) como uma Inovação Tecnológia, Portanto, o biofiltro não deve ser subestimado. O sistema de recirculação é formado por esse conjunto pode ser adaptado a diversos tipos de tanques e é fundamental para a sua viabilidade. O sistema necessitará de duas moto bombas para aquários.
Fizemos outra medusa (descrição de materiais abaixo) para um amigo que está implantando um Sisteminha para ele e filmamos para vocês o processo. Esta é a parte 1, onde mostramos a confecção da medusa flutuante (que faz a filtragem biológica). Ela abriga nos fios de nylon, dois tipos de bactérias chamadas nitrozomonas e nitrobacter que são responsáveis por capturar a amônia e transforma-la em nitritos e nitratos que não são tóxicos aos peixes e ainda são uma forma de nitrogênio mais disponível para as plantas irrigadas com a água do tanque em sistema de escalonamento ou aquaponia. Nas nossas adaptações usamos os seguintes materiais:
1 balde (branco de 1° linha reutilizado) de 20L
2 metros de mangueira (de preferência transparente) de 3/4 de polegada (para conectar à bombinha SB-2000)
1,5 kg de corda de nylon
50 lacres plástico de 20cm (opcional)
25 cm de tubo de 1/2” (20mm) marrom, soldável (para uso no biofiltro)
1 tampa de tubulação PVC de 1/2” (20mm)
Para a balsa
Um pedaço de cano branco de 100mm
1mt de cano de 25mm
16 abraçadeiras plásticas de 38cm
4 garrafas PET de 2 L
a) Construindo o Biofiltro ou filtro biológico:
O Biofiltro é o local onde as bactérias nitrosomonas e nitrobacter se desenvolverão. Elas degradam os resíduos metabólicos produzidos pelos peixes. As bactérias são criadas no filtro biológico, permitindo a redução da amônia tóxica, produzida pelos peixes, em nitrito e nitrato, inofensivo para os peixes. Os peixes são muito sensíveis à amônia. Embora amônia seja o principal resíduo tóxico, não tem cheiro, nem gosto e não traz risco para nós humanos em contato com a água. O nitrato é absorvido pelas plantas como fonte de nitrogênio. Os minerais Fósforo, Potássio e Cálcio em excesso na ração ou adicionado no sistema, também podem ser absorvidos pelas plantas importantes para o seu crescimento.
Um componente importante do biofiltro é a “cabeleira ou medusa” feita de corda de nylon desfiada e amarrada nos furos laterais do balde.
Corte 1,5kg de corda de nylon em pedaços de cerca de 60cm cada e desfie em forma de cabeleira. Este procedimento poderá ser repetido mais adiante na construção do filtro de base.
Em um balde de 20L faça um furo de ¾ (25 mm) no centro do fundo do balde.
Balde do Biofiltro: Usar uma furadeira com adaptador tipo copo para fazer um furo de 25mm no fundo do balde.
Com uma furadeira e uma broca de 2-3 mm faça furos espaçados de 2 cm ao redor da borda do fundo do balde. Tais furos serão usados para prender a “cabeleira”.
Balde do biofiltro com furos de 2mm ao redor espaçados a cada 2cm. Tais furos serão usados para prender as cordas desfiadas que formam a “cabeleira”.
Use o pedaço de 25 cm do cano de 1/2” (20mm) marrom soldável e faça vários furos de 0,3 cm em sua extensão. É muito importante que os furos no pedaço de cano fiquem exatamente com a espessura indicada. Se os furos ficarem maiores que o tamanho indicado, a pressão da água será insuficiente para o jato recomendado. Já se eles forem menores que o tamanho recomendado, haverá um desgaste na moto bomba, reduzindo sua vida útil.
Encaixe o cano marrom perfurado no furo central do balde. Feche uma das extremidades do cano com a tampa para tubulação PVC de forma que a parte perfurada fique para dentro e a extremidade tampada para fora do balde. Na extremidade de dentro será instalada a mangueira transparente.
Sentido horário: Pedaço cano marrom já com os furos;
Dobre os pedaços da corda para ficarem com 30 cm cada e, com o auxílio dos lacres, prenda os tufos de corda pelo lado de dentro do balde. Esta atividade, embora simples, consome algum tempo.
Neste momento você possui um balde com o cano para aspersão e cabeleira já instalados. Os próximos passos são a instalação da mangueira transparente ligando, em uma extremidade, o biofiltro e, na outra extremidade, a moto bomba. Veja na ilustração a seguir como é a imagem do biofiltro conectado à moto bomba.
A sustentação do biofiltro no tanque ocorrerá por meio da instalação de garrafas PETs na sua base, funcionando como flutuadores. Porém, para que a sustentação ocorra de maneira eficiente, as garrafas deverão receber uma dose maior de ar para ficarem mais firmes. Esta é uma atividade relativamente fácil.
Prenda os flutuadores feitos com garrafas PET na base do balde. Utilização das garrafas PET de 2 litros como flutuadores do biofiltro.
segunda-feira, 5 de agosto de 2019
O tanque START do Sisteminha
As discussões sobre este tanque estão se desenvolvendo no grupo do Telegram. Instale o app no celular e participe. O link de convite para o grupo Sisteminha Online é este ai abaixo.
https://t.me/joinchat/C6S-dj-bxoQmPZZS4rZidg
Tanque placas Start
Tanque em Inajá/PE

Montando um tanque em Chimoio/ Moçambique
Valores aproximados até o momento:
FUNDO
Brita pó - 34 latas - 89,76
Areia grossa - 24 latas - 52,80
Areia amarela - 20 latas - 51,80
Cimento - 8 sacos - 200,00
PLACAS:
Brita pó - 11 latas - 29,04
Areia grossa - 8 latas - 17,60
Cimento - 2 sacos - 50,00
TRELIÇAS
4,5 peças = 69,66
Vergalhão 4.2 - 11,22 kg = 46,23(pode arredondar para 10,0kg)
COLUNAS
Cimento - 2 sacos - R$ 50,00
Brita pó - 11 latas - 29,04
Areia grossa - 8 latas - 17,60
Sem a mão de obra.
Segue a formula para você adequar sua forma ao perímetro do tanque com raio (r) = 2,20 m
Perímetro (p) = 2 x pi x 2,20
p = 13,82 m
Se sua placa tiver 0,49 m
Vc vai precisar de 13,82/0,49 = 28,2 placas (como ha necessidade de deixar um espaço de 2 cm entre as placas para colocar a treliça da coluna, então (28 x 2 = 56 - 20 = 36 cm)
Ou seja o perímetro vai ficar com 13,82 + 0,36 = 14,18 m o que vai dar o raio ajustado para o assentamento das placas deve ser ajustado para: r = p/2/pi
14,82/2/pi = 2,26 m.
Atualmente tenho usado placas com 60 cm de largura (23 placas) e 85 cm de comprimento.
13,82/23 = 0,60
Com raio ajustado para:
23 x 2 = 46 cm
Então: 13,82 + 0,46. = 14,28 m
r ajustado = 14,28/2/pi = 2,27 m
https://t.me/joinchat/C6S-dj-bxoQmPZZS4rZidg
Tanque placas Start
Tanque em Inajá/PE

Montando um tanque em Chimoio/ Moçambique
Valores aproximados até o momento:
FUNDO
Brita pó - 34 latas - 89,76
Areia grossa - 24 latas - 52,80
Areia amarela - 20 latas - 51,80
Cimento - 8 sacos - 200,00
PLACAS:
Brita pó - 11 latas - 29,04
Areia grossa - 8 latas - 17,60
Cimento - 2 sacos - 50,00
TRELIÇAS
4,5 peças = 69,66
Vergalhão 4.2 - 11,22 kg = 46,23(pode arredondar para 10,0kg)
COLUNAS
Cimento - 2 sacos - R$ 50,00
Brita pó - 11 latas - 29,04
Areia grossa - 8 latas - 17,60
Sem a mão de obra.
Segue a formula para você adequar sua forma ao perímetro do tanque com raio (r) = 2,20 m
Perímetro (p) = 2 x pi x 2,20
p = 13,82 m
Se sua placa tiver 0,49 m
Vc vai precisar de 13,82/0,49 = 28,2 placas (como ha necessidade de deixar um espaço de 2 cm entre as placas para colocar a treliça da coluna, então (28 x 2 = 56 - 20 = 36 cm)
Ou seja o perímetro vai ficar com 13,82 + 0,36 = 14,18 m o que vai dar o raio ajustado para o assentamento das placas deve ser ajustado para: r = p/2/pi
14,82/2/pi = 2,26 m.
Atualmente tenho usado placas com 60 cm de largura (23 placas) e 85 cm de comprimento.
13,82/23 = 0,60
Com raio ajustado para:
23 x 2 = 46 cm
Então: 13,82 + 0,46. = 14,28 m
r ajustado = 14,28/2/pi = 2,27 m
Moldes de placas e fundo
terça-feira, 2 de julho de 2019
O nada
por Karla Caetano
Fico me indagando sobre o que seria um mundo vazio:
de homens e mulheres cheios de vontade aliada a ação;
de empatia que não seja para o próprio benefício;
ou daqueles que primeiro observam atentamente para depois ensinar;
de generosidade desinteressada;
ou daqueles que mesmo sem meios ou incentivo, criam bons caminhos para outros trilharem.
Fico mesmo me indagando sobre o que seria um mundo vazio:
de homens e mulheres cheios de altruísmo;
de amor que não seja o amor próprio dos ególatras;
ou daqueles que pensam da causa para o efeito;
de sabedoria aliada a bom senso;
ou daqueles que mesmo não sabendo, buscam com todas as forças e esforços, saber.
Fico ainda, me indagando sobre o que seria um mundo vazio:
de homens e mulheres cheios de respeito para com a escolha do outro;
ou daqueles que lançam a semente no solo, e regam, e zelam dela até que produza a colheita;
ou dos resilientes, que como o bambu, teimam em por-se de pé após as ventanias;
ou daqueles que lutam as boas causas, mesmo que não sejam as suas;
ou também daqueles que ensinam quando todos já desistiram.
Teimosamente me indago sobre o que seria de um mundo vazio:
de homens e mulheres que plantam tâmaras sabendo que nunca as colherão;
daqueles que batalham contra os des-progressos do progresso;
ou ainda daqueles que creem que o conhecer da história evita percalços desnecessários;
ou da energia dos jovens;
ou da experiência dos vividos.
Quanto mais me indago, mais sei que este mundo de fato, não seria.
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Sisteminha - Apresentação da Embrapa
O “Sisteminha” constitui-se em um sistema integrado para produção de alimentos, desenvolvido para gerar segurança e soberania alimentar para seus usuários. O elemento central da solução tecnológica é a criação de peixes, em um tanque, com sistema de recirculação e filtragem. O sisteminha tem como principais vantagens o baixo custo de investimento inicial; É uma solução integrada, que pode ser facilmente adaptada às necessidades, experiência, preferências do produtor e condições edafoclimáticas e de mercado local; É apropriada para pequenos espaços (a partir de 100 m2), em áreas urbanas e rurais; e é uma solução dimensionada para atender às necessidades nutricionais de uma família de quatro pessoas, no atendimento às recomendações nutricionais da Organização Mundial da Saúde (OMS). A tecnologia é fundamentada em quatro princípios:
1) miniaturização,
2) replicabilidade,
3) escalonamento da produção,
4) segurança alimentar e nutricional.
O tanque pode ser construído de forma artesanal, com materiais disponíveis na localidade (madeira, adobe, papelão, palha, pedra, pneu), de alvenaria, placas pré-moldadas ou outros materiais.
O Sisteminha possui atualmente 15 módulos, sendo eles:
1. Produção de peixes,
2. Produção de ovos de galinhas;
3. Produção de frangos de corte;
4. Produção de minhocas;
5. Produção vegetal (carboidratos, hortaliças, chás e temperos; frutíferas e madeireiras);
6. Produção de composto;
7. Produção de ovos de codorna;
8. Produção de porquinhos da Índia;
9. Aquaponia;
10. Produção de larvas de moscas;
11. Produção de ruminantes;
12. Produção de suínos;
13. Biodigestor;
14. Sistema de tratamento de água potável;
15. Carvoaria artesanal.
O Sisteminha não é uma tecnologia isolada em si, mas um “pacote” de soluções tecnológicas integradas, com muitas possibilidades de combinações. O módulo básico é a piscicultura e cada produtor adota os módulos disponíveis de acordo com seus interesses. A tecnologia desenvolve-se aos moldes da inovação aberta, com a forte participação dos beneficiários moldando o desenvolvimento e evolução da tecnologia. Esta solução tecnológica foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições.
Onde Encontrar: Embrapa Meio-Norte
Av. Duque de Caxias, 5650 - Bairro Buenos Aires
64006-220 - Teresina - PI - Caixa Postal 01
Fone: (86) 3198-0500 - http://www.embrapa.br/meio-norte
SAC: https://www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/1251/sisteminha-embrapaufufapemig-
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Sisteminha e Segurança Alimentar - Você sabe o que está comendo?
Este vídeo foi compilado para divulgação de importantes questões relacionadas com a alimentação atual em nosso país e foi feito para um trabalho em parceria com o Programa LEdoC Itinerante da UnB - Universidade de Brasília. Algumas semanas atrás sugerimos alguns documentários e agora estamos trazendo alguns trechos que consideramos relevantes e trechos do nosso trabalho aqui que mostram que cuidar do nosso Sisteminha é uma maneira de cuidar do nosso corpo, saúde e bem estar da nossa família.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Tratamento dos Sedimentos do tanque de peixe
Quando fazer a limpeza do sedimentador e como fazer o tratamento dos sedimentos?
As respostas de como fazemos isto aqui no nosso Sisteminha estão neste vídeo.
quarta-feira, 15 de maio de 2019
O assunto é: Bons documentários sobre alimentação
Cuidar do nosso Sisteminha é uma maneira de cuidar do nosso corpo, saúde e bem estar da nossa família. Por isto a dica de hoje são documentários mostram como isto acontece ou deixa de acontecer quando o assunto é consciência e segurança alimentar. aprendizados neste tempo e vamos compartilhar aqui com vocês.
Documentários sugeridos:
Agricultura tamanho família:
Muito Além do Peso:
O veneno está na mesa 1:
O Veneno está na mesa 2:
Cooked - Michael Pollan - NETFLIX
Sobre o livro:
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Vídeos do Instagran no Facebook: https://www.facebook.com/caetano.karla/
domingo, 12 de maio de 2019
Resgate da Puba
"Informamos que a execução do projeto Resgate é resultado de um acordo firmado entre a UnB e o Ministério Público do Trabalho"
Puba é a farinha de mandioca fermentada que faz mingaus e bolos deliciosos e ainda faz um aproveitamento muito interessante de raízes que não cozinham tão bem para levar à mesa. Este é o último vídeo da série Resgate, nos quais falamos sobre a importância de não se perder as receitas tradicionais, sobretudo aquelas de origem vegetal, uma vez que quando uma espécie some "do mapa" toda uma cadeia de sobrevivência é afetada em algum grau. Já experimentaram?
Instagran: https://www.instagram.com/caetano.karla/
Facebook: https://www.facebook.com/groups/sisteminhakaetanos/
Vídeos do Instagran no Facebook: https://www.facebook.com/caetano.karla/
sexta-feira, 10 de maio de 2019
Resgate da Gueiroba
"Informamos que a execução do projeto Resgate é resultado de um acordo firmado entre a UnB e o Ministério Público do Trabalho"
Gueiroba ou guariroba, cada fala de um jeito, não é mesmo? Este é o segundo vídeo da série Resgate, nos quais falamos sobre a importância de não se perder as receitas tradicionais, sobretudo aquelas de origem vegetal, uma vez que quando uma espécie some "do mapa" toda uma cadeia de sobrevivência é afetada em algum grau. Já experimentaram?
Instagran: https://www.instagram.com/caetano.karla/
Facebook: https://www.facebook.com/groups/sisteminhakaetanos/
Vídeos do Instagran no Facebook: https://www.facebook.com/caetano.karla/
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Como o Sistema se tornou conhecido da escola
TRECHOS DO MEU TCC EM EDUCAÇÃO DO CAMPO - Parte 4
Voltando a falar sobre o Sisteminha da família Caetano e sua relação com os conceitos e categorias já citados, é preciso falar sobre como ele se tornou conhecido na escola da comunidade.
Isto se deu quando, no decorrer do curso de Licenciatura em Educação do Campo, como graduandos, juntamente com os professores da Licenciatura, fizemos pela LEdoC, um seminário integrador entre o curso, a escola e a comunidade, na cidade de Flores de Goiás. Tive o prazer de compartilhar nosso trabalho com o tanque e a produção de alimentos voltada a agroecologia e aos cuidados com o solo ao público presente, a grande maioria, profissionais de educação do município. Abri as portas dessa experiência para visitas das escolas que manifestassem interesse. E aconteceu. Uma professora me procurou e perguntou se a minha proposta era séria. Ela queria que seus estudantes tivessem aquela experiência. Por acaso, a escola na qual ela trabalha era justamente nossa escola de inserção para os estágios supervisionados e o diretor nos deu todo o apoio necessário.
A partir do estágio, eu e meu grupo de colegas, juntamente com a professora começamos a planejar as aulas para as disciplinas de matemática e artes, de responsabilidade da professora Sueli, para o dia de campo com a turma do 9º ano que faria a visita para realizar as atividades. Em tempo, o professor de ciências, com quem já estávamos estagiando, também manifestou interesse e inserimos suas aulas no cronograma da atividade. Com base nesse interesse, este trabalho de conclusão de curso, planeja avaliar a execução destas aulas para o 9º ano, se utilizando do Sisteminha Adaptado pela família Caetano, como principal meio educativo, buscando favorecer o ambiente do trabalho socialmente necessário, de modo que possam perceber através deste sistema de produção familiar, o papel dos saberes camponeses como ferramentas na aprendizagem escolar contextualizada e ainda, compreender os principais conceitos de soberania e segurança alimentar no conjunto da produção agroecológica.
quarta-feira, 8 de maio de 2019
Mas qual a relação com Educação do Campo?
TRECHOS DO MEU TCC EM EDUCAÇÃO DO CAMPO - Parte 3
(Reflexões a partir das aulas da professora Mônica Castagna Molina, na disciplina Escola e Educação do Campo II no 8o semestre (2/2018) do Curso de Licenciatura em Educação do Campo no prédio da UAC da Faculdade de Planaltina - UnB)
(Reflexões a partir das aulas da professora Mônica Castagna Molina, na disciplina Escola e Educação do Campo II no 8o semestre (2/2018) do Curso de Licenciatura em Educação do Campo no prédio da UAC da Faculdade de Planaltina - UnB)
Existe uma tríade que diferencia a Educação Rural da Educação do Campo: A agricultura camponesa, a busca pela educação emancipatória e uma base produtora de direitos e serviços.
Normalmente a escola convencional ignora os saberes e fazeres do sujeito na escola do campo, de modo que faça diferença e contribua com a permanência do campesinato no espaço rural. Ao virar as costas para a realidade do estudante forma-se um indivíduo para ir embora de sua comunidade. Isto porque não encontra aplicação de seu aprendizado no meio onde vive. Por muito tempo esse sujeito e seus saberes ficaram à sombra, como mero receptor de conhecimentos que o retirassem do jugo da enxada. Na Educação do Campo esses saberes e seus movimentos devem ser incorporados às práticas da escola.
A escola do campo não está necessariamente apenas no território rural, pois mesmo não estando em território rural, mas recebendo sujeitos que sejam do campo, ela é também Escola do Campo, mesmo estando nas cidades. Esta escola trata, ou deveria tratar, de como transformar a escola de forma que não contribua para o que sujeito saia, por falta de opção, na sua comunidade. Antes, que possa permanecer no campo caso seja a sua vontade e se sinta valorizado assim. É preciso transformar a forma como a escola socializa os conhecimentos. É preciso pensar numa forma de escola que valorize as relações camponesas, a vida dos sujeitos e sua realidade e questionar enquanto educadores “como vou ensinar aos meus alunos ligando o conhecimento científico com a realidade e a atualidade?”, pensando no trabalho como princípio educativo.
Levar a educação a considerar o trabalho socialmente útil, conforme preconiza Pistrak em Fundamentos da Escola do Trabalho, levando o estudante a pensar como a ciência pode ser útil para sua realidade, a pensar como aplicar os conteúdos escolares para melhorar suas formas de trabalho e sua forma de vida.
Como pensar no trabalho interdisciplinar na utilização da ciência e fazê-los pensar em qual é a lógica de crescimento de suas próprias famílias sem o foco mercadológico do lucro, mas na economia moral que se preocupa na reprodução da família, em como multiplicar o alimento para sobrevivência da família tendo a menor dependência do mercado e livre de agrotóxicos e transgênicos?
São formadas na escola as relações sociais, quer dizer, também podem ser transformadas na escola. É comum ver fomentada sempre uma relação de competição, que fortalecem o espírito meritocrático. Estudantes são cobrados a terem sempre que alcançar determinados índices e posições em gráficos e tabelas.
Isso é o que se aprende na escola tradicional, as questões de hierarquia onde um é sempre maior do que o outro. É nos ensinado a ter medo, a cumprir ordens, formando pessoas que não questionem e sejam verdadeiros cidadãos comprometidos com um projeto de sociedade.
Escolas e educadores que reflitam hoje, em como acabam intencionalmente ou não, formando estudantes para pensar que os saberes camponeses de seus pais não tem valor, e em como transformar a forma como a escola produz conhecimento é cada vez mais urgente. Vendo pela transdisciplinariedade é preciso cumprir esse desafio ao valorizar o que se tem na comunidade que, ao contrário do que se diz, não vale nada, na verdade vale e muito. Afinal se sobreviveram até esse tempo, seu conhecimento tem alto valor agregado. É preciso trabalhar valores éticos, políticos, culturais que possam ir mudando as relações sociais da escola e mudando também as formas como se enxergam e se valorizam. Escolas do Campo buscam promover a auto-organização dos educandos ao criar espaços de gestão coletiva, ao promover novas formas de avaliação, pois a avaliação não deve ser tratada como uma forma de exercer poder. Também a comunidade deve estar presente dentro da escola, assim como os movimentos sociais, e esta na vida da coletividade.
Como membro da família Caetano e estudante de Licenciatura em Educação do Campo, e agora pesquisadora, percebi a importância e a oportunidade de aliar a experiência do Sisteminha com a prática dos conhecimentos escolares, ou seja, aquela inquietação de estudante à eterna pergunta sobre onde se deveria aplicar toda aquela série de conhecimentos fragmentados pela escola e que deveriam servir a algo mais que palavras memorizadas para acertar as respostas nos concursos e
vestibulares. Disse para mim mesma a palavra famosa de Arquimedes. O meu eureka. Percebi ao analisar os currículos programáticos que todas as técnicas e motivos para fazer desta ou daquela forma, isto ou aquilo, dentro do modelo de produção de alimentos que estávamos experimentando e do qual estávamos obtendo resultados gratificantes, enquanto família, que os conteúdos que haviam em algum momento feito parte do que estudamos na escola, haviam sido pesquisados e fundamentados. Apenas não fizeram sentido algum na época da escola, e logo, foi motivo de ansiedade e desprazer. Não estavam, e como pude perceber como professora e também, agora como estagiária, ligados à vida.
Pude me identificar com o sofrimento e a crítica dos meus próprios filhos em relação à escola. Guardei tudo isto por um tempo, apenas para mim. Na comunidade de São Vicente boa parte das famílias deposita somente na sala de aula a esperança de tornar seus filhos preparados para a vida. Comumente também, ignoram que o cuidado com a terra, com a qualidade de alimentos e de vida sejam fatores potenciais na formação do indivíduo. Desvalorizam seus próprios saberes e usam o trabalho com a enxada como prenúncio de castigo na vida de quem não estuda nos bancos da escola e nos livros didáticos.
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