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terça-feira, 13 de agosto de 2019

O Biofiltro do Sisteminha - Parte submersa no sedimentador - Parte 2

Nesta parte, mostraremos a parte do biofiltro que fica submersa no sedimentador. Na parte 1, mostramos a confecção da medusa flutuante (que faz a filtragem biológica) e que abriga nos fios de nylon, dois tipos de bactérias chamadas nitrozomonas e nitrobacter que são responsáveis por capturar a amônia e transforma-la em nitritos e nitratos que não são tóxicos aos peixes e ainda são uma forma de nitrogênio mais disponível para as plantas irrigadas com a água do tanque em sistema de escalonamento ou aquaponia. 

sedimentador, a medusa e as bombinhas são seus pulmões e sistema digestivo. Isto mesmo, sistema digestivo.

O modelo utilizado pela Embrapa está aquiNo nosso projeto as adaptações foram:
    1- A água vai por gravidade para o sedimentador através de um cano no centro do tanque que tem fundo afunilado;
      2- O sedimentador foi feito de placas de concreto;
      3- A peneira de cordas do sedimentador ocupa todo o seu diâmetro interno.


Nas nossas adaptações para o sedimentador usamos os seguintes materiais:
Parte submersa:
1kg de corda de nylom
01 furadeira
01 tampa de tambor plástico de 200L


Nossos endereços:
Instagran: https://www.instagram.com/caetano.karla/

domingo, 11 de agosto de 2019

O Biofiltro do Sisteminha - Construindo o sistema de recirculação da água - Parte 1

A criação de peixes no Sisteminha Embrapa é fundamental para o seu sucesso. Esta criação só é possível se utilizado o sistema de recirculação da água. Vamos mostrar o passo a passo da montagem desse conjunto de recirculação para um tanque de pelo menos 8.000L com capacidade suporte de 30kg de tilápias. O biofiltro tem este nome por que é o ambiente ideal para o desenvolvimento das bactérias que fazem a conversão da amônia (tóxica) por nitritos e nitratos, em níveis atóxicos aos peixes e ideais para as plantas e cultivos. Embora se trate de uma tecnologia social acessível e simples o Sisteminha foi premiado em Cordoba (Espanha) como uma Inovação Tecnológia, Portanto, o biofiltro não deve ser subestimado. O sistema de recirculação é formado por esse conjunto pode ser adaptado a diversos tipos de tanques e é fundamental para a sua viabilidade. O sistema necessitará de duas moto bombas para aquários.




Fizemos outra medusa (descrição de materiais abaixo) para um amigo que está implantando um Sisteminha para ele e filmamos para vocês o processo. Esta é a parte 1, onde mostramos a confecção da medusa flutuante (que faz a filtragem biológica). Ela abriga nos fios de nylon, dois tipos de bactérias chamadas nitrozomonas e nitrobacter que são responsáveis por capturar a amônia e transforma-la em nitritos e nitratos que não são tóxicos aos peixes e ainda são uma forma de nitrogênio mais disponível para as plantas irrigadas com a água do tanque em sistema de escalonamento ou aquaponia. Nas nossas adaptações usamos os seguintes materiais:


1 balde (branco de 1° linha reutilizado) de 20L
2 metros de mangueira (de preferência transparente) de 3/4 de polegada (para conectar à bombinha SB-2000)
1,5 kg de corda de nylon
50 lacres plástico de 20cm (opcional)
25 cm de tubo de 1/2” (20mm) marrom, soldável (para uso no biofiltro)
1 tampa de tubulação PVC de 1/2” (20mm)

Para a balsa
Um pedaço de cano branco de 100mm
1mt de cano de 25mm
16 abraçadeiras plásticas de 38cm
4 garrafas PET de 2 L 






a) Construindo o Biofiltro ou filtro biológico:
O Biofiltro é o local onde as bactérias nitrosomonas e nitrobacter se desenvolverão. Elas degradam os resíduos metabólicos produzidos pelos peixes. As bactérias são criadas no filtro biológico, permitindo a redução da amônia tóxica, produzida pelos peixes, em nitrito e nitrato, inofensivo para os peixes. Os peixes são muito sensíveis à amônia. Embora amônia seja o principal resíduo tóxico, não tem cheiro, nem gosto e não traz risco para nós humanos em contato com a água. O nitrato é absorvido pelas plantas como fonte de nitrogênio. Os minerais Fósforo, Potássio e Cálcio em excesso na ração ou adicionado no sistema, também podem ser absorvidos pelas plantas importantes para o seu crescimento.


Um componente importante do biofiltro é a “cabeleira ou medusa” feita de corda de nylon desfiada e amarrada nos furos laterais do balde.


Corte 1,5kg de corda de nylon em pedaços de cerca de 60cm cada e desfie em forma de cabeleira. Este procedimento poderá ser repetido mais adiante na construção do filtro de base.

Em um balde de 20L faça um furo de ¾ (25 mm) no centro do fundo do balde.
Balde do Biofiltro: Usar uma furadeira com adaptador tipo copo para fazer um furo de 25mm no fundo do balde.
Com uma furadeira e uma broca de 2-3 mm faça furos espaçados de 2 cm ao redor da borda do fundo do balde. Tais furos serão usados para prender a “cabeleira”.
Balde do biofiltro com furos de 2mm ao redor espaçados a cada 2cm. Tais furos serão usados para prender as cordas desfiadas que formam a “cabeleira”.
Use o pedaço de 25 cm do cano de 1/2” (20mm) marrom soldável e faça vários furos de 0,3 cm em sua extensão. É muito importante que os furos no pedaço de cano fiquem exatamente com a espessura indicada. Se os furos ficarem maiores que o tamanho indicado, a pressão da água será insuficiente para o jato recomendado. Já se eles forem menores que o tamanho recomendado, haverá um desgaste na moto bomba, reduzindo sua vida útil.
Encaixe o cano marrom perfurado no furo central do balde. Feche uma das extremidades do cano com a tampa para tubulação PVC de forma que a parte perfurada fique para dentro e a extremidade tampada para fora do balde. Na extremidade de dentro será instalada a mangueira transparente.
Sentido horário: Pedaço cano marrom já com os furos;
Dobre os pedaços da corda para ficarem com 30 cm cada e, com o auxílio dos lacres, prenda os tufos de corda pelo lado de dentro do balde. Esta atividade, embora simples, consome algum tempo.

Neste momento você possui um balde com o cano para aspersão e cabeleira já instalados. Os próximos passos são a instalação da mangueira transparente ligando, em uma extremidade, o biofiltro e, na outra extremidade, a moto bomba. Veja na ilustração a seguir como é a imagem do biofiltro conectado à moto bomba.

A sustentação do biofiltro no tanque ocorrerá por meio da instalação de garrafas PETs na sua base, funcionando como flutuadores. Porém, para que a sustentação ocorra de maneira eficiente, as garrafas deverão receber uma dose maior de ar para ficarem mais firmes. Esta é uma atividade relativamente fácil.
Prenda os flutuadores feitos com garrafas PET na base do balde. Utilização das garrafas PET de 2 litros como flutuadores do biofiltro.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Sisteminha - Apresentação da Embrapa

O “Sisteminha” constitui-se em um sistema integrado para produção de alimentos, desenvolvido para gerar segurança e soberania alimentar para seus usuários. O elemento central da solução tecnológica é a criação de peixes, em um tanque, com sistema de recirculação e filtragem. O sisteminha tem como principais vantagens o baixo custo de investimento inicial; É uma solução integrada, que pode ser facilmente adaptada às necessidades, experiência, preferências do produtor e condições edafoclimáticas e de mercado local; É apropriada para pequenos espaços (a partir de 100 m2), em áreas urbanas e rurais; e é uma solução dimensionada para atender às necessidades nutricionais de uma família de quatro pessoas, no atendimento às recomendações nutricionais da Organização Mundial da Saúde (OMS). A tecnologia é fundamentada em quatro princípios: 
1) miniaturização, 
2) replicabilidade, 
3) escalonamento da produção, 
4) segurança alimentar e nutricional. 

O tanque pode ser construído de forma artesanal, com materiais disponíveis na localidade (madeira, adobe, papelão, palha, pedra, pneu), de alvenaria, placas pré-moldadas ou outros materiais. 
O Sisteminha possui atualmente 15 módulos, sendo eles: 
1. Produção de peixes, 
2. Produção de ovos de galinhas; 
3. Produção de frangos de corte; 
4. Produção de minhocas; 
5. Produção vegetal (carboidratos, hortaliças, chás e temperos; frutíferas e madeireiras); 
6. Produção de composto; 
7. Produção de ovos de codorna; 
8. Produção de porquinhos da Índia; 
9. Aquaponia; 
10. Produção de larvas de moscas; 
11. Produção de ruminantes; 
12. Produção de suínos; 
13. Biodigestor; 
14. Sistema de tratamento de água potável; 
15. Carvoaria artesanal. 

O Sisteminha não é uma tecnologia isolada em si, mas um “pacote” de soluções tecnológicas integradas, com muitas possibilidades de combinações. O módulo básico é a piscicultura e cada produtor adota os módulos disponíveis de acordo com seus interesses. A tecnologia desenvolve-se aos moldes da inovação aberta, com a forte participação dos beneficiários moldando o desenvolvimento e evolução da tecnologia. Esta solução tecnológica foi desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições.



Onde Encontrar: Embrapa Meio-Norte
Av. Duque de Caxias, 5650 - Bairro Buenos Aires
64006-220 - Teresina - PI - Caixa Postal 01
Fone: (86) 3198-0500 - http://www.embrapa.br/meio-norte
SAC: https://www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-solucoes-tecnologicas/-/produto-servico/1251/sisteminha-embrapaufufapemig-

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Sisteminha e Segurança Alimentar - Você sabe o que está comendo?

Este vídeo foi compilado para divulgação de importantes questões relacionadas com a alimentação atual em nosso país e foi feito para um trabalho em parceria com o Programa LEdoC Itinerante da UnB - Universidade de Brasília. Algumas semanas atrás sugerimos alguns documentários e agora estamos trazendo alguns trechos que consideramos relevantes e trechos do nosso trabalho aqui que  mostram que cuidar do nosso Sisteminha é uma maneira de cuidar do nosso corpo, saúde e bem estar da nossa família. 


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Tratamento dos Sedimentos do tanque de peixe

Quando fazer a limpeza do sedimentador e como fazer o tratamento dos sedimentos? 

As respostas de como fazemos isto aqui no nosso Sisteminha estão neste vídeo.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Como o Sistema se tornou conhecido da escola

TRECHOS DO MEU TCC EM EDUCAÇÃO DO CAMPO - Parte 4

Voltando a falar sobre o Sisteminha da família Caetano e sua relação com os conceitos e categorias já citados, é preciso falar sobre como ele se tornou conhecido na escola da comunidade. 

Isto se deu quando, no decorrer do curso de Licenciatura em Educação do Campo, como graduandos, juntamente com os professores da Licenciatura, fizemos pela LEdoC, um seminário integrador entre o curso, a escola e a comunidade, na cidade de Flores de Goiás. Tive o prazer de compartilhar nosso trabalho com o tanque e a produção de alimentos voltada a agroecologia e aos cuidados com o solo ao público presente, a grande maioria, profissionais de educação do município. Abri as portas dessa experiência para visitas das escolas que manifestassem interesse. E aconteceu. Uma professora me procurou e perguntou se a minha proposta era séria. Ela queria que seus estudantes tivessem aquela experiência. Por acaso, a escola na qual ela trabalha era justamente nossa escola de inserção para os estágios supervisionados e o diretor nos deu todo o apoio necessário.

A partir do estágio, eu e meu grupo de colegas, juntamente com a professora começamos a planejar as aulas para as disciplinas de matemática e artes, de responsabilidade da professora Sueli, para o dia de campo com a turma do 9º ano que faria a visita para realizar as atividades. Em tempo, o professor de ciências, com quem já estávamos estagiando, também manifestou interesse e inserimos suas aulas no cronograma da atividade. Com base nesse interesse, este trabalho de conclusão de curso, planeja avaliar a execução destas aulas para o 9º ano, se utilizando do Sisteminha Adaptado pela família Caetano, como principal meio educativo, buscando favorecer o ambiente do trabalho socialmente necessário, de modo que possam perceber através deste sistema de produção familiar, o papel dos saberes camponeses como ferramentas na aprendizagem escolar contextualizada e ainda, compreender os principais conceitos de soberania e segurança alimentar no conjunto da produção agroecológica.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Família Caetano: Uma família que põe em prática o que acredita

TRECHOS DO MEU TCC EM EDUCAÇÃO DO CAMPO - Parte 2


Este é um trabalho que perde parte do sentido se ignorar ou não começar pelo papel deste núcleo familiar e por isto é necessária a sua apresentação.
Há pouco mais de dois anos, a família Caetano conheceu o projeto desenvolvido pela Embrapa Meio Norte, conhecido afetivamente como “Sisteminha”.
A família soube do Sisteminha por vídeos e arquivos disponíveis na Internet cerca de dois anos antes de resolverem implantá-lo em casa e em fins de junho de 2016, a família começa as próprias adaptações do Sistema no assentamento de São Vicente, com o diferencial da associação ao SAF, segundo os ensinamentos de Ernst Gotsch, agrônomo suíço radicado no Brasil e responsável pelo desenvolvimento e divulgação da agricultura sintrópica, pois foi esta, a motivação inicial da pesquisa que os fez chegar ao Sisteminha. A família assumiu o risco de que as adaptações poderiam não dar certo.
Flávio Caetano assistiu a um único vídeo repetidamente (cerca de 20 vezes), e ao fazer buscas por textos de apoio, não conseguiu encontrar quase nada, até descobrir o nome oficial do projeto, Sistema Integrado Alternativo de Produção de Alimentos da Embrapa que, aliás, o define melhor. Tem a vantagem de poder ser adaptado à realidade local. É orgânico, inclusive na dinâmica de seu funcionamento, e várias de suas etapas, embora possam ser implantadas separadamente, acabam se tornando interdependentes. É como um organismo vivo, e o lucro não é sua força dinamizadora. A família achou tão interessante que resolveu criar um grupo nas redes sociais para divulgar, registrar e compartilhar a experiência. E a partir da curiosidade de alguns e do número de interessados que começaram a procurar informações para aprender do sistema, começaram também a divulgar vídeos tutoriais mostrando as várias etapas do processo. Então perceberam o potencial transdisciplinar do projeto, segundo sua própria visão e entendimento, capaz de associar segurança alimentar e qualidade de vida à família.
O coração do projeto envolve técnicas construtivas de baixo custo e de reciclagem na construção e manutenção de um pequeno tanque de criação de peixes, que por sua vez, movimenta todos os processos restantes envolvendo conhecimentos básicos de matemática, biologia e física com as práticas da agricultura familiar. Não é necessariamente agroecológico a princípio, já que precisa do uso de ração comercial para criação inicial dos peixes e aves, porém se mostra como um projeto com potencial à transição para agroecologia, uma vez que tende a se tornar cada vez mais independente do mercado conforme vai se tornando mais produtivo. A família continuou se empenhando na divulgação das formas de implantação, das dificuldades encontradas e dos resultados das adaptações.
Para entender estas adaptações é necessário compreender que o Sistema tem o tanque de criação de peixes como principal componente e que o mínimo de investimento financeiro é feito nesta etapa, partindo do processo diferenciado de construção e também de manutenção. É possível utilizar até papelão em sua estrutura. No caso, a família optou pela taipa que consiste no uso de bambus, tabocas ou varas de mororó e barro pisado. A produção de frutas, húmus, compostagem, hortícolas, produção de carne, leite e ovos, proporcionam e aliam as modificações de solo e ambiente decorrentes de todas estas adaptações, trazendo impactos positivos ao possibilitar que a família, ao invés de uma APP – Área de Proteção Permanente, na qual, segundo Gotsch (2011), o homem se isola do ambiente, tenha uma AIP – Área de Inclusão Permanente, onde acontece justamente o contrário.

No próximo post falaremos um pouco sobre a influência da Educação do CAmpo neste trabalho.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

As couves do Flávio

Pois é. Realmente andamos meio sumidos daqui. Mas não parados! Na verdade, estudando, e muito! Porque a verdade é que sem conhecimento não se vai muito longe. Nossos antepassados podiam não ter muitos livros, mas tinham a prática, que não deixa de ser conhecimento concreto. Então. Hoje nós temos livros, pesquisas, artigos e afins, mas precisamos coloca-los em prática. Já ouviram falar que "a fé sem obras é morta" né? Hoje vamos falar das couves.

As couves que temos vieram de mudas que conseguimos em Brasília-DF. Estavam muito desengonçadas e grandes... rs. Mas foi com elas que começamos.



As couves do Flávio com pitadas de Primavesi.

Ana Maria Primavesi tem sido uma das nossas autoras favoritas. Este favoritismo vem como resultado de colocar seus ensinamentos em pratica e verificar os resultados! No vídeo, mostramos um pouquinho destes ensinamentos em prática. 


As couves 15 depois!



quarta-feira, 11 de abril de 2018

Tanque de alvenaria, tchau lona

Depois de pensar em muitas opções e considerar materiais disponíveis, finalmente nossa transição do tanque de lona para o permanente aconteceu. A escolha recaiu sobre o tanque de alvenaria por vários motivos. Econômicos e simbólicos.

Material disponível

O material que já tínhamos foi decisivo na escolha do tipo de tanque. A princípio havíamos pensado na placa de concreto, mas havia um material disponível que já havia sido utilizado por nós diversas vezes, foi usado no nosso reservatório de água, depois para construção da nossa bacia de evapotranspiração. Tijolos de barro de antigos fornos de carvão que já existiam na propriedade e alguns que construímos quando chegamos aqui e o carvão parecia a única opção do local. Também haviam bolas de arame de antigas cercas.

Custos

Gastaríamos R$ 100,00 com meio milheiro de tijolos e cerca R$ 400,00 com arame novo, dos quais usaríamos somente 1/4 na construção. Este era o material que já tínhamos. 
Gastamos R$26,00 em cada saco de cimento (sim! é caro aqui), num total de R$ 208,00
R$ 90,00 de areia e 
R$77,00 de brita. 
Então gastamos, tirando o material já disponível R$375,00 e nossa própria mão de obra.

Material utilizado no nosso tanque

480 tijolinhos de barro 10x20x4
300m de arame (4 fios com cerca de 20m cada, nas paredes), restante no piso
8 sacos de cimento
23 latas de brita nº0
40 latas de areia lavada grossa

Etapas


1- Primeiro foi feita a amarração no piso, com sobras de arame vertical para altura das paredes (70cm);


2- Depois foi feito o piso com 3x1 (cimento e areia) para 1,5 de brita;

3- Foram usados meio traço de massa para assentar os tijolos espelhados na parede, o tanque de taipa foi usado como molde;

4- Conforme as paredes foram subindo, também foram sendo colocadas, fiadas de arame liso amarrando a estrutura e preenchidas com concreto entre as duas paredes;

5- A borda do tanque foi arrematada com tijolos deitados, ficando com largura de 10cm e encobrindo o preenchimento de concreto;

6- O tanque foi rebocado e posteriormente recebeu acabamento de cimento queimado, com nata aplicada com brocha;


7- Após 3 dias de cura, o tanque foi lavado e começou a ser enchido para receber os peixes.

No vídeo é possível acompanhar com mais detalhes.


domingo, 4 de março de 2018

Visitantes do Sisteminha

Iguanas nos pés de pinha. São doces e saborosas. Orgânicas... São como as goiabas. Não culpo a iguana por gostar da sombra dos pés de pinha. Nós as procuramos também. São inteligentes esses bichos.


Periquitos nas goiabas. São doces e saborosas. Orgânicas, sem uma gota de fertilizante ou qualquer outro veneno. Não os culpo por atacar minhas goiabas. Nós mesmo as atacamos com frequência. São inteligentes esses bichos.



Periquitos no sorgo. Já descobriram que os frutos daqui são mais saborosos. São inteligentes esses bichos.



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Nosso cortador de PET - passo a passo

As embalagens PET vieram para substituir algumas embalagens, sobretudo as de vidro, barateando o custo destas embalagens e reduzindo o risco de acidentes causados pela quebra, no entanto, não são recicláveis ou retornaveis para a mesma utilização  e não se degradam na natureza, trazendo assim um acúmulo de toneladas de lixo. Algumas vezes são utilizadas para reembalar alguma coisa ou em algum tipo de artesanato, porém quando perdem a nova função, são novamente descartadas. 

As tiras ou cordas de PET são umas proposta do Sisteminha que além de substituir pregos e arames no tanque, minhocario e galinheiros, trazem economia em relação aos materiais que substituem e dão um uso, digamos mais duradouro ao recurso. Já havíamos começado a falar sobre isto por aqui. A seguir mostraremos como fizemos e utilizamos o nosso cortador de PET.

Vamos esquematizar:

Do que vamos precisar? De materiais muito simples e acessíveis.


Um pedaço de madeira de pelo menos 12cm e que possa ser segurado com uma mão com facilidade.
Podemos utilizar um pedaço de segueta ou uma lâmina estreita de estilete.
Precisaremos também de 02 parafusos pequenos e curtos que servirão para segurar a lâmina no lugar.
Na estremidade da madeira sera feito um corte profundo que servira para limitar a largura da fita de PET.
O corte transversal onde a lâmina será encaixada deverá ter uma inclinaçao em ângulo de 45°.
O chanfro da lamina deverá ficar para cima neste encaixe.
Para marcar os parafusos, posicione a lâmina com o chanfro para cima no corte em ângulo.
Marque dois furos, um de cada lado do corte vazado na madeira, com a ajuda de um prego.
Depois de feitas as marcações é só parafusar de modo a segurar a lamina no lugar.
Com a ajuda de um alicate corte as sobras da lâmina rentes à madeira.

Pronto. O cortador está pronto para uso. 



No vídeo acima pode-se ver todos estes passos e como a utilizaçao é simples e rápida.


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Os módulos sugeridos pelo Sisteminha

O Sisteminha tem um tanque como coração de um esquema elaborado para proporcionar uma meta muito clara, e nobre, cujo nome oficial deixa ainda mais claro. Acontece que Sisteminha é apenas um apelido carinhoso para 

SISTEMA integrado alternativo para produção de alimentos 


Voltado para agricultura familiar.  E segundo o resumo encontrado no site: "Na Embrapa Meio-Norte/UEP Parnaíba, foi instalada uma unidade demonstrativa do Sistema integrado alternativo para produção de alimentos, para treinamento de produtores familiares, que teve início em dezembro de 2011." Aqueles que lidam com um projeto adaptado como é o nosso caso, sabem que o "demonstrativo" já ganhou pernas, e até asas, pois já faz tempo que saiu da Parnaiba e ganhou o mundo, já chegou até no continente africano.

Para isto acontecer, realmente não bastava ser "apenas" criar peixe, tinha mesmo que ser mais do isto, como de fato é. Por isso a proposta de módulos:


Pelo esquema, dá pra perceber que é possível ter varias opções produtivas sem, no entanto, precisar ter espaços muito grandes. Tornando as possibilidades de segurança alimentar possiveis para muitas familias que hoje nem se atrevem a sonhar com isto.

O professor Luz Caros Guilherme lembra que "Atualmente as abelhas já são contempladas no sisteminha: são 13 modulos no sisteminha (Tanques para peixes, produção de aves para postura (galinha e codornas), Frango de corte, compostagem, minhocas (humus), horta convencional e aquaponia (também usada para forragem hidroponica),  caviacultura (porquinho da india), suinocultura, ovinos e cabras, outros ruminantes (vaca mestiça),  larvas de moscas, abelhas (nativas ou africanizada (dependente de onde se localiza o sisteminha). E atualmente validando os modulos para independencia em energia (modulo solar) e biodigestor.
As familias decidem a sequencia de montagem dos módulos e somente se lhes interessa."

Nas proximas semanas falaremos mais sobre este assunto.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Como fizemos o nosso sedimentador

Calculamos, como já dissemos, que o sedimentador deve ter capacidade para cerca de 1% do volume de água do tanque.  Nosso tanque teve várias adaptações em relação ao tanque tradiciobal do Sisteminha.  Uma deles foi em relação a capacidade de água. Ele pega entre 12 e 14 mil litros de água, então o sedimentador deveria ter pelo menos 150lts de capacidade. Um balde não serviria e uma forma de areia para estas proporções também não seria o mais indicado.

Solução encontrada
Tinhamos uma forma de manilha e uma manilha já pronta de 150lts de capacidade, mas, ela não dava na altura do tanque, pelo contrário, era muito mais baixa. 

E como ela precisou ser colocada à nível para receber a água do tanque e queriamos aproveitar o recurso, então foram feitas placas de cimento, moldadas na areia com auxílio de uma forma de madeira semelhante as formas usadas para o tanque de placa que sugerimos aqui.

Isto serviu bem ao propósito, pois conseguimos a altura desejada com total aproveitamento dos recursos já disponiveis. O sedimentador foi posteriormente rebocado externamente e é este que utilizamos até então.

Localização da bomba
Acima da escova de nylon posicionada na metade da altura do sedimentador. 

Como ele ficou com dimensões bem maiores esta escova também foi adaptada ao seu tamanho. No total ele tem capacidade para cerca de 300lts de água.Assim a bomba devolve a agua mais limpa possível de volta ao tanque. O vídeo abaixo demonstra o processo.




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Função e tipos de sedimentador usados no sisteminha

Minha maior dúvida é como montar o sedimentador? Como é por dentro? Que altura fica a bomba? O tamanho do sedimentador em relação a quantidade de água do tanque? Se puder me orientar desde ja agradeço. Estas foram algumas perguntas feitas por um leitor que nos acompanha e que são repetidas por outras pessoas em muitas ocasiões. Vamos tentar responde-las dentro do que já conhecemos.

Importância 
Nas palavras do professor Luiz Carlos Guilherme "Não há acumulo de substãncias tóxicas como a amonia (que é 100% degradada no biofiltro) e há também a retirada diária dos residuos solidos (fezes e sobras de ração) no sedimentador. O grande avanço que este tipo de criação proporcional é exatamente a recirculação da água e retirada dos resíduos do sistema e aproveitamento na compostagem e criação das minhocas." Ou seja, além de retirar a sujeira do tanque o sedimentador ainda possibilita que ela seja retirada para ser reciclada e produza adubo de qualidade e sem contaminação do solo.

Tamanho 
Calculamos que o sedimentador deve ter capacidade para cerca de 1% do volume de água do tanque. Assim, para o tanque tradiciobal do Sisteminha que tem cerca de 6.000 litros, será preciso um recipiente de 60lts. Sugerimos que a altura do sedimentador esteja nivelada com a altura do tanque.

Localização da bomba
Sempre acima da escova de nylon ou do balde cordas que ficam posicionados até a metade da altura do sedimentador. Assim a bomba devolve a agua mais limpa possível de volta ao tanque.

Vamos aos tipos mais usados no Sisteminha


Moldado na areia - Este sedimentador surgiu praticamente junto com o projeto da Embrapa Meio-Norte. Segundo o professor Luiz Guilherme "A construção do balde do sedimentador com formas de areia que reduziu de R$ 150,00 na compra de um balde de primeira linha (branco) resistente à luz UV para R$ 10,00 foi algo importante." 
Se for fazer para balde de 60 L de cimento, será preciso:
• 3 latas de areia média (lata de 18L)
• 1 saco de cimento

• 20 cm de cano de esgoto 40 mm.
Deve-se preparar a massa de cimento e envolver com ela o molde criado com a medida de areia sugerida. Esperar secar e curar e depois retirar a areia com uma colher de pedreiro. 


Balde plastico - Pode-se utilizar balde de 60 L de plástico de boa qualidade. Neste caso,  você também  vai precisar de:
• 1 saída de caixa d’água de 40 mm
• 20 cm de cano de esgoto de 40 mm
A função e utilização são as mesmas.

O que usamos no nosso Sisteminha foi uma adaptação nossa, devido ao tamanho bem maior do tanque. Veremos isto em outra postagem.